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Estudos - Antecedentes históricos/Tecnologias de Apoio/Informação e Comunicação

Antecedentes históricos - Tecnologias de Apoio

Sub-Secção: Informação e Comunicação

A primeira máquina de escrever funcional foi construída pelo italiano Pellegrino Turri em 1808 para a sua amiga cega condessa Carolina Fantoni da Fivizzono [Polt].

Frank Haven Hall, superintendente da Escola de Illinois para cegos, inventou em 1892 a primeira máquina de escrever Braille – Hall Braille Writer [APH].

máquina de escrever Braille
1.ª Máquina de escrever Braille – Hall Braille Writer [APH]

Em 1968 a IBM criou a primeira máquina de escrever eléctrica Braille - IBM Braille (Model D) com teclado semelhante ao de uma máquina de escrever standard [APH]. Este equipamento da IBM resulta de um longo percurso da empresa na produção de máquinas de escrever eléctricas que teve início em 1933 [IBM Typewriter].

A adaptação de máquinas de escrever eléctricas foi amplamente explorada na Europa para o apoio da comunicação de pessoas com deficiência física e com dificuldades de comunicação verbal. As adaptações passaram por várias técnicas entre as quais: uso de varrimento com teclado iluminado – o COMHANDI - Communications System for the Handicapped (1964), comando remoto através de ponteiro e teclado óptico dos quais são exemplos o PILOT - Patient Initiated Lightspot Operated Typewriter (1967) e o LOT - Lightspot Operated Typewriter (1973), teclados expandidos - TARC - Typing Aid Remote Controlled, uso de código morse através de som ou transdutores pneumático de sopro-aspiração - VOTEM – Voice Operator Typewriter Employing Morse-code (1969).


PILOT - Patient Initiated Lightspot Operated Typewriter [
PILOT - Patient Initiated Lightspot Operated Typewriter [Vanderheiden 2002]

O Talking Brooch, construído no início dos anos 70 pelo departamento de electrónica da Universidade de Southampton, possuía um teclado portátil ligado a um visor LCD preso à roupa ao nível do peito. Terá sido dos primeiros comunicadores digitais portáteis.

A descrição destes produtos encontra-se bem documentada no livro "Aids for the Severely Handicapped" [Copeland 1974].

O MIT criou em 1964 o Center for Sensory Aids Evaluation and Development (CSAED) onde foram desenvolvidos vários produtos para pessoas com deficiência visual e surdocegos. Deste ambiente e de uma tese de dois finalistas de Licenciatura resultou a criação de um leitor CCTV para pessoas com baixa visão que amplia material escrito em papel numa televisão [Mann 2002].

Em 1971 já existiam vários Leitores CCTV com esta finalidade de acordo com o relatório "Rehabilitation Engineering - A Plan for Continued Progress" do Committee on Prosthetics Research and Development [CPRD 1971] da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicado nesse ano. A criação de uma impressora Braille também foi objecto de trabalhos de licenciatura e mestrado no MIT sob a orientação de Bob Mann e concretizada com a designação BrailleEmboss ainda nos anos 60 [Mann 2002]. Embora não tivesse sido comercializada terá sido a primeira impressora Braille [Sullivan 1995].

Leitor CCTV no MIT
Leitor CCTV no MIT [Mann 2002]

Em 1959 o Engenheiro Jaime Filipe patenteia o Electrovisor - Sistema de Visão Táctil, uma ideia surgida em 1957, cuja aplicação prática é tornada realidade em 1970 com o OPTACON – OPtical to TActil CONverter [CERTICb] desenvolvido por prestigiados membros do Departamento de Engenharia Eléctrica da Universidade de Standford (EUA), entre os quais John Linvill e Jim Bliss que nesse ano criaram a empresa Telesensory vocacionada para produtos para pessoas com deficiência visual [Kendrick 2005]. O OPTACON era um equipamento portátil destinado a converter texto impresso em informação táctil para cegos. Era constituído por uma câmara de 144 foto-transístores e um sistema de 144 estimuladores vibráteis dispostos numa matriz 24 x 6 que tornavam a letra perceptível pelo dedo indicador [CERTICb].

Demonstração do Optacon pelo Eng.º Jaime Filipe
Demonstração do Optacon pelo Eng.º Jaime Filipe [RTP]

O inventor Raymond Kurzweil introduz em 1976 o primeiro leitor autónomo para pessoas com deficiência visual (Kurzweil Reading Machine) com a capacidade de digitalizar e reconhecer texto e converter em fala [Chemoff].

Em 1986, a IBM lança um dos primeiros leitores de ecrã para PCs com o sistema operativo MS-DOS, com a designação IBM Screen Reader for DOS, no qual este muito envolvido o matemático Jim Thatcher. O termo Screen Reader passou a ser utilizado mais tarde como um termo genérico de leitores de ecrã [Cooke 2004].

O físico Robert H. Weitbrecht, surdo desde nascença, tornou-se rádio amador. Através do morse conseguia comunicar com ouvintes através de comunicações de rádio. Em 1950 adquiriu uma máquina de escrever capaz de receber mensagens de rádio (Teletypewriter). Weitbrech introduziu alterações a esta máquina para enviar mensagem também e mais tarde de desenvolveu um acoplador acústico para poder ser usado nas linhas telefónicas (1964). Esta invenção constituiu o princípio de funcionamento dos primeiros telefones de texto para surdos conhecidos por TTY - Telephone TYpewriter e TDD Telecommunications Device for the Deaf nos EUA ou Textphone na Europa [Berke 2009].

Em 1929 na AT&T Bell é concebida uma laringe artificial mecânica e em 1960 uma versão electrónica cuja vibração irá substituir as cordas vocais e permitir a fala com o equipamento encostado à garganta [AT&T Larynx].

As cornetas acústicas terão surgido e sido usadas por pessoas com perdas auditivas a partir do início do século XVIII e comercializadas cem anos depois. A primeira ajuda auditiva eléctrica surgiu no mercado por volta do ano 1901 demasiado grande e impraticável [TheHearingAids 2008].

Corneta Acústica
Corneta Acústica


Última actualização:
10 de Janeiro de 2010