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Objectivos

Constituem propósitos deste site apoiar a divulgação da evolução registada nos últimos 30 anos na engenharia de reabilitação e acessibilidade e a apresentação de orientações inovadoras que conduzam a um salto substancial do seu desenvolvimento em Portugal.

A População Alvo: Idosos e Pessoas com Deficiência

A necessidade crescente de idosos terem acesso às novas tecnologias é tema de estudo da gerontotecnologia - domínio que estuda o envelhecimento e as tecnologias -, que visa em particular, desenvolver novos produtos e serviços voltados para as pessoas idosas. Este campo de investigação e desenvolvimento interdisciplinar tende a ganhar cada vez mais importância, com o envelhecimento das populações dos países mais desenvolvidos, como é o caso de Portugal.

Segundo os Censos 2001, a população idosa com 65 ou mais anos representava 16,4% da população Portuguesa, ou seja, 1 693 493 indivíduos. Em 1991, a população com 65 ou mais anos era constituída por 1.342.744 indivíduos. Em 10 anos registou-se um acréscimo de 26,1% da população mais idosa, enquanto que a população total do país cresceu 5% no mesmo período de tempo.

As Nações Unidas prevêem que no ano de 2050, em Portugal, 37 % da população tenha 60 ou mais anos, sendo de 26 % a população com mais de 80 anos.

No espaço geográfico correspondente à Europa, onde se estima que existam 800 milhões de habitantes, existem cerca de 100 milhões de pessoas idosas e 50 milhões de pessoas com alguma deficiência (este dado inclui também as pessoas idosas com deficiência).

Estima-se que nos próximos 30 anos a população com mais de 60 anos na Europa aumente em 50% tornando-se no grupo dominante e na principal preocupação dos governos.

A Europa será um grande espaço de idosos, onde necessariamente terá que existir um incremento significativo de serviços e competências que respondam às necessidades de autonomia e qualidade de vida desta população. População essa que será mais instruída, exigente, activa e com maior poder de compra que a actual.

O processo de envelhecimento causa inevitavelmente uma deterioração geral das capacidades físicas, sensoriais e cognitivas, importantes para as actividades da vida diária. O próprio contexto social, em muitos casos, leva parte desta população a situações de isolamento e de reduzida participação social. Estes factos justificam a associação desta população com o grupo das pessoas com deficiência em politicas de ciência e tecnologia para cidadãos com necessidades especiais.

Em relação à importância da tecnologia para as pessoas com deficiência é frequente a afirmação: se para um cidadão “normal” a tecnologia facilita uma actividade, para uma pessoa com deficiência a tecnologia torna-a a possível. A aplicação da ciência e da tecnologia na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência é a raiz da engenharia de reabilitação.

Estima-se que a percentagem de pessoas com deficiência no mundo seja aproximadamente 10%, com tendência para aumentar devido ao envelhecimento da população.

É importante também sublinhar que o combate à dependência de populações com necessidades especiais vai também contribuir para uma maior independência e qualidade de vida dos seus familiares. Além disso, o Design de soluções que contemplem a sua utilização por pessoas com deficiência conduz, regra geral, a um Design que beneficia a população em geral.

A tecnologia pode ser sempre considerada de apoio ou aumentativa na perspectiva da sua utilização pelo ser humano e pela sociedade em geral. Da sua aplicação na redução das incapacidades, das barreiras e da exclusão social ao aumento das capacidades humanas e das comunidades em geral, bem como da criação de um ambientes de trabalho e de vida mais amigáveis e inteligentes vai um passo com abordagens comuns. Significa isto que a engenharia de reabilitação e de acessibilidade é uma área que tem e terá cada vez mais influência na população em geral.

Última actualização: 26 de Novembro de 2005

 


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