Competências de análise crítica
O Engenheiro de Reabilitação deve dispor de competências de análise critica que lhe permitam:
1 – Compreender especificações técnicas de produtos, tecnologias e serviços;
2 – Fundamentar o processo de resolução de problemas e tomada de decisões em conhecimento científico e técnico, na análise de viabilidade económica e na avaliação dos seus impactos;
3 – Preparar estudos de base, incluindo o anteprojecto, em que se define os traços gerais o trabalho de engenharia no sentido de avaliar custos, benefícios, impactos e interdependências com outros trabalhos e profissionais;
4 – Propor soluções técnicas apropriadas, usando tecnologias novas ou já existentes, com inovação, criatividade e economicamente acessíveis;
5 – Interpretar as necessidades de Tecnologia e Acessibilidade das
populações com necessidades especiais em vários contextos
da vida;
6 – Interpretar o factor psicológico, especificidade e contexto
socio-económico do indivíduo com necessidades especiais;
7 – Identificar os limites dos seus conhecimentos e aptidões;
8 – Compreender as sinergias do trabalho em equipas multidisciplinares;
9 – Posicionar-se perante modelos e organizações de prestação de serviços a populações com necessidades especiais;
10 – Compreender o seu papel na economia social e no mercado;
11 – Compreender dinâmicas de actuação do Estado e do sector económico face a populações com necessidades especiais;
12 – Avaliar antecipadamente o impacto de tecnologias e serviços
emergentes nas respostas às necessidades de inclusão de
populações com necessidades especiais;
13 – Avaliar a tecnologia utilizada em outros domínios na aplicação a populações com necessidades especiais.
Competências de intervenção
O Engenheiro de Reabilitação deve dispor de competências profissionais para ser capaz de
1 – Trabalhar numa equipa multidisciplinar com profissionais de
Engenharia/Tecnologia, Reabilitação, Educação
Especial, Gerontologia, Serviço Social e Gestão;
2 – Aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreensão e resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, ainda que relacionados com a sua área de estudos;
3 – Desenvolver planos de Acessibilidade, Tecnologias, Aplicações
Telemáticas e Serviços de Reabilitação realistas
e concretizáveis;
4 – Avaliar, seleccionar, aconselhar, personalizar, adaptar, integrar,
instalar, instruir o uso de Produtos de Apoio disponíveis comercialmente
de forma adequada às necessidades específicas de cada cliente;
5 – Reparar, fazer manutenção e marketing de Produtos de Apoio;
6 – Projectar e desenvolver produtos de apoio economicamente
acessíveis quando opções comerciais não estiverem
disponíveis;
7 – Avaliar e gerir riscos associados ao uso, fornecimento
e desenvolvimento de Produtos de Apoio;
8 – Analisar através de métodos quantitativos
as condições de mobilidade e manipulação do
corpo humano;
9 – Gerir, participar e controlar processos de fabricação;
10 – Projectar, coordenar, executar e fiscalizar
trabalhos de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade,
incluindo a mobilização e gestão de pessoas, recursos
e tempos;
11 – Assegurar direcções técnicas;
12 – Prestar consultoria, assistência técnica
e assessoria;
13 – Trabalhar em actividades de normalização,
medida e controlo de qualidade;
14 – Executar vistorias de segurança, avaliação
de equipamentos, auditoria e elaboração de pareceres técnicos
nos domínios das Tecnologias de Reabilitação e Acessibilidade;
15 – Optimizar condições independência
no local de trabalho na habitação de pessoas com actividade
limitada;
16 – Aplicar legislação e normas técnicas
relacionadas com Produtos de Apoio e Acessibilidade;
17 – Desenvolver soluções ou emitir juízos sobre
questões complexas, incluído reflexões sobre as implicações
éticas e sociais que resultem ou condicionem essas soluções
ou juízos;
18 – Investigar e aprender novos conhecimentos ao longo da vida nos
domínios das engenharias, tecnologias de reabilitação
e acessibilidade, com elevado grau de autonomia.
Competências comunicacionais
O Engenheiro de Reabilitação deve dispor de competências
comunicacionais para:
1 – Avaliar os desejos do cliente e transmiti-los à equipa;
2 – Comunicar com uma vasta gama de pessoas com necessidades especiais, conseguindo que estas se sintam confortáveis para discutir as suas necessidades;
3 – Comunicar informações, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como por não especialistas;
4 – Ensinar e fazer divulgação técnica nos
domínios da Engenharia de Reabilitação, Tecnologias
de Reabilitação e Acessibilidade;
5 – Participar em acções de sensibilização sobre os problemas das pessoas com deficiência e idosos;
6 – Influenciar decisores de empresas, instituições
e poderes políticos na adopção dos princípios
de Acessibilidade em produtos, sistemas, serviços e ambientes;
7 – Partilhar informações e experiência com os seus pares a nível internacional;
8 – Promover a divulgação da importância da
Engenharia de Reabilitação e da Acessibilidade.
Última actualização: 1 de Setembro
de 2010
|